Nome científico: Musca domestica

Nome comum: mosca-de-casa, mosca, mosca doméstica e mosquito

Biologia: A Musca domestica espécie eussionantrópica, endófila e acentuadamente comunicativa, o que lhe confere “ status” marcante como vetor. Originalmente coprófaga, adaptada aos lixos orgânicos urbanos e rurais, ocorre praticamente durante todo o ano, sendo cosmopolita. Tem atividades e dispersão acentuada. Pertence a família Muscidae. É acinzentada com 4 faixas escuras longitudinal no tórax e 4º nervura da asa angular. Mede +/- 7 mm.
Se desenvolvem-se por metamorfose gradual passando pelos estágios de ovo, larva, pupa e adulto. O paladar da mosca está em suas patas, e ela não se alimenta de alimentos secos, daí seu hábito de regurgitar nos alimentos para depois comer. Quando realiza esse procedimento contamina toda a superfície com patógenos que carrega dentro de seu corpo. Daí a alta taxa de infecção em granja com alto índice de moscas.
Os ovos possuem a forma de banana e medem cerca de 1mm de comprimento. Os ovos são depositados sobre substâncias orgânicas como esterco e lixo ou qualquer material em putrefação, a deposição ocorre preferencialmente em locais onde a matéria
Orgânica se apresenta mais liquefeita, pois são muito sensíveis à perda de umidade.do ovo eclodem as larvas em torno de 8 a 24 horas, dependendo da temperatura.

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Larva
As larvas se alimentam da matéria orgânica em decomposição (esterco ou lixo) e de bactérias presentes no esterco. O período larval dura cerca de 5 a 8 dias, variando de acordo com a umidade, o calor e a presença de matéria orgânica. Geralmente ficam agrupadas, são vermiformes, esbranquiçadas, movimentam-se muito, não gostam de luz e alimentam-se ativamente. Passam por 3 estágios larvais (L1, L2 e L3) e trocam de pele 2 vezes. Ao passar de um estágio a outro, as larvas perdem sua antiga “pele” (cutícula) e produzem uma nova cutícula, a qual é formada por uma substância denominada quitina. Um quilo de esterco pode nutrir 1.000 larvas.

Pupa
Quando as larvas completam seu desenvolvimento, se movem para as áreas mais secas do esterco ou
lixo, em geral são as bordas do substrato, onde ocorre a transformação para a fase de pupa. O tegumento da larva se contrai, endurece e escurece, tomando a forma de um barril, denominado pulpário, dentro do qual irá se desenvolver a forma adulta. No início, o pupário tem a coloração amarelada, mudando gradativamente para castanho-claro a castanho-escuro, dentro de 24 horas. A duração da fase de pupa depende da umidade e temperatura.
O tempo de duração deste estágio é de 3 a 4 dias na temperatura de 25 a 30°C.


Adulto
Quando a mosca adulta emerge do pulpário, ela apresenta o corpo mole, incapaz de voar.
Ela move-se vagarosamente até encontrar um local apropriado para descansar, onde irá esticar inteiramente suas asas e endurecer sua cutícula. Pode levar até 24 horas, antes que as moscas possam usar suas asas e voar, momento em que ocorre o acasalamento. As moscas adultas vivem apenas cerca de uma semana. Durante sua vida uma fêmea de Musca domestica deposita de 800 a 1.200 ovos.

BIOECOLOGIA

As moscas se desenvolvem e se alimentam na matéria orgânica em decomposição. Fezes de animais são importantes substratos para esses dípteros, assim como o lixo, excrementos humanos e de animais, insetos mortos, matéria orgânica vegetal em decomposição, carnes salgadas, ninhos de pássaros, frutas maduras, extratos vegetais,
sucos, matéria orgânica em fermentação.


Umidade
As larvas de mosca precisam de umidade, e o acúmulo de esterco úmido aparece como um lugar propício para o seu desenvolvimento. As condições são facilitadas quando há a presença de bebedouros com vazamentos ou alagamento. Inversamente, se o esterco secar rapidamente, as larvas não poderão se desenvolver totalmente e morrerão.

Temperatura
As larvas da mosca se desenvolvem mais rapidamente em temperaturas elevadas. Sob a temperatura de 30°C, as moscas podem completar o ciclo de vida (de ovo a adulto) em apenas dez dias. Sob baixas temperaturas este desenvolvimento é desacelerado. Em galpões onde a temperatura é controlada, as moscas representam um problema durante o ano todo.
No esterco há muitos predadores e parasitas que se alimentam do ovo, das larvas e da pupa
das moscas. Entre eles incluem-se muitas espécies de ácaros que se alimentam dos ovos, besourosque se alimentam de larvas e pequenas vespas que põem seus ovos dentro das pupas, as quais servem de alimento para as suas próprias larvas.
É conveniente deixar uma base de esterco seco para ajudar a absorver a umidade das fezes frescas,formando assim um substrato para a criação e preservação destes insetos benéficos.

Transmissão de doenças: As moscas são vetores potenciais de microrganismos diversos, entre eles vírus, bactérias, protozoários e fungos. A transmissão do agente etiológico pode ser mecânica e caracterizada pela transferência dos microrganismos das áreas sujas para as áreas limpas, pela aderência dos mesmos ás partes do corpo das moscas. Além da transmissão mecânica, pode ocorrer a transmissão biológica, caracterizada pela ingestão do microrganismo pela mosca e sua expulsão junto ás fezes.
Quando se tem uma combinação dos dois mecanismos, a chance de transmissão aumenta. As moscas também podem contaminar utensílios e ambientes humanos ao expelir a gota de saliva para dissolução dos alimentos sólidos. As doenças vetorizadas pelas moscas são, de um modo geral, de origem gastrointestinais como: Cólera, diarreias, poliomilites, disenterias, etc....
As intoxicações alimentares são comuns, tendo como vetor a mosca.

Medidas Preventivas:
• Implantação do controle de Biossegurança na granja;
• O manejo adequado de matéria orgânica é o princípio básico da prevenção e do controle de moscas;
• Colocação de monitorias para avaliar índice de infestação.

Medida Curativa:
• Levantamento da área total infestada;
• Mapeamentos de pontos críticos;
• Identificação de espécies infestantes;
• Definições de controle químico, físico e/ou Biológico.

Controle Químico:

Adulticida com poder residual :- Nitrocyper 250 CE / Synper Plus
Adulticida para controle de alados sem residual; DDVP 1.000
Adulticida + Larvicidas : Synper Plus + Metroprag 2,5 CE ou DDVP 1000 + Metroprag 2,5 CE
Larvicidas :- Metoprag 2,5 CE

Dosagem : conforme bula.

Equipamento de aplicação: Os mesmo utilizado na rotina da granja.

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Autor: Rildo Belarmino: Biólogo da THESEO – Especialista em Controle de Pragas
Fonte: Manual Técnico ABCVP/RJ

Veja reportagem completa em: http://www.flip3d.com.br/web/pub/opresenterural/

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